Na microscopia automatizada, a qualidade do dado final é diretamente proporcional à precisão da configuração inicial. O Software Gen5 da Agilent BioTek oferece ferramentas sofisticadas para garantir que cada fóton seja aproveitado, mas para isso, o pesquisador precisa dominar dois pilares: o espaço físico do recipiente e a física da captura de luz.
Nesta segunda parte da nossa série técnica, apresentamos o Agilent Original Content focado em bioimagem. Você aprenderá a configurar desde a geometria de placas complexas até o ajuste fino de LEDs para os sistemas Lionheart e Cytation.
1. O Pilar do Foco: Dimensionamento de Recipientes
O dimensionamento (Vessel Dimensioning) é o que permite ao software entender onde termina o hardware e onde começa sua amostra. Uma calibração precisa da espessura do fundo e da altura da zona de leitura é o que garante que o foco automático funcione instantaneamente, evitando perdas de tempo e fotobranqueamento (bleaching).
2. Interface de Captura e Augmented Microscopy™
Entender a interface é fundamental para fluir entre a configuração e a análise. O conceito de Augmented Microscopy™ integra a captura ao processamento quantitativo, permitindo que você visualize resultados prontos para publicação enquanto o experimento ainda está em curso.
3. Ajuste Fino: LEDs, Exposição e SNR
Como obter imagens nítidas em microscopia de epifluorescência? O segredo está na razão sinal-ruído (SNR). Aprenda a equilibrar o tempo de exposição e o ganho do LED para evitar a saturação e garantir uma segmentação celular precisa.
4. Padronização de Placas de 96 Poços
A geometria do poço e as características do fundo (flat, round ou V-bottom) são cruciais para evitar colisões das objetivas. Salvar essas configurações na biblioteca de placas é o que garante a consistência em ensaios de alto rendimento.
5. Suportes Especiais: Chamber Slides
Trabalhar com lâminas de câmara exige ajustes rigorosos de coordenadas. O mapeamento correto no Gen5 permite varreduras completas em ensaios de histologia e imunocitoquímica sem perda de plano focal.
6. Rotina e Validação Diária
A padronização facilita a automação e assegura a integridade absoluta dos dados, especialmente em capturas de longa duração (time-lapse). Validar o dimensionamento no uso diário é a garantia de que seu experimento será reprodutível.
Perguntas Frequentes (FAQ)
P: O que acontece se eu dimensionar a placa incorretamente?
R: Além do risco físico de colisão da objetiva com o fundo da placa, o software terá dificuldade em realizar o foco automático, resultando em imagens borradas ou falhas na captura automatizada.
P: Como o tempo de exposição afeta meus dados quantitativos?
R: Uma exposição muito alta satura os pixels (oversaturation), perdendo a linearidade necessária para quantificar a intensidade de fluorescência. Já uma exposição muito baixa aumenta o ruído de fundo, dificultando a segmentação celular.
P: Posso usar o Gen5 para automatizar a contagem de células em chamber slides?
R: Sim. Ao configurar corretamente as coordenadas do chamber slide (Vídeo 5), você pode aplicar protocolos de Augmented Microscopy™ para realizar contagens e análises morfométricas automáticas.
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